artes, ideias e o sentimento de si
ÍNDICE Perfil biográfico Perfil poético A poesia de Clepsidra: - Simbologia de um título - Da consciência da ilusão à abulia - Simbolismo – uma estética da sugestão - Sugestão, visão fragmentária, subjetivação - A música das palavras Textos doutrinários Importância de um vetor estruturante. Camilo Pessanha (1888) Euritmia poética, senso crítico e natureza íntima das coisas. Camilo Pessanha (1910) Textos críticos: Camilo Pessanha e os caminhos de transformação da poesia portuguesa. Fernando Guimarães (1981) O léxico de Pessanha. Barbara Spaggiari (1982) Realismo e simbolismo em Clepsidra. João Camilo (1984) Camilo Pessanha e a transmutação simbolista. José Carlos Seabra Pereira (1995) Dez cartas de um Pessanha na meia-idade. Luís Miguel Queirós (2009) Para uma síntese de conhecimentos: O Fim-de-Século na Literatura Portuguesa Aspetos da poesia de Camilo Pessanha Atividade de síntese Bibliografia (ligações externas)
Importância de um vetor estruturante. Camilo Pessanha (1888) Euritmia poética, senso crítico e natureza íntima das coisas. Camilo Pessanha (1910)
O Fim-de-Século na Literatura Portuguesa Aspetos da poesia de Camilo Pessanha Atividade de síntese
Leitura orientada de Clepsidra e outros poemas de Camilo Pessanha: POEMAS INCIPIT Água morrente Meus olhos apagados, Ao longe os barcos de flores Só, incessante, um som de flauta chora, Branco e vermelho A dor, forte e imprevista, Caminho I - Tenho sonhos cruéis: n'alma doenteII - Encontraste-me um dia no caminhoIII - Fez-nos bem, muito bem, esta demora: Canção da partida Ao meu coração um peso de ferro Castelo de Óbidos Quando se erguerão as seteiras? Crepuscular Há no ambiente um murmúrio de queixume, Depois da luta e depois da conquista Depois da luta e depois da conquista Desce em folhedos tenros a colina Desce em folhedos tenros a colina Em um retrato De sob o cômoro quadrangular Estátua Cansei-me de tentar o teu segredo: Esvelta surge! Esvelta surge! Vem das águas, nua, Floriram por engano as rosas bravas Floriram por engano as rosas bravas Foi um dia de inúteis agonias Foi um dia de inúteis agonias Fonógrafo Vai declamando um cómico defunto. Imagens que passais pela retina Imagens que passais pela retina Inscrição Eu vi a luz em um país perdido. Interrogação Não sei se isto é amor. Procuro o teu olhar, Madalena Ó Madalena, ó cabelos de rastos, Na cadeia Na cadeia os bandidos presos! No claustro de Celas Eis quanto resta do idílio acabado, O meu coração desce O meu coração desce Olvido Desce por fim sobre o meu coração Paisagens de inverno I - Ó meu coração, torna para trás.II - Passou o outono já, já torna o frio... Poema final Ó cores virtuais que jazeis subterrâneas, Porque o melhor, enfim. Porque o melhor, enfim, Quando voltei encontrei os meus passos Quando voltei encontrei os meus passos Quem poluiu, quem rasgou os meus lençóis de linho Quem poluiu, quem rasgou os meus lençóis de linho Roteiro da vida I – Enfim, levantou ferro.II – Nesgas agudas do arealIII – Cristalizações salinas, San Gabriel I – Inútil! Calmaria. Já colheramII ‑ Vem conduzir as naus, as caravelas, Soneto de gelo Ingénuo sonhador — as crenças d'oiro Vénus I ‑ À flor da vaga, o seu cabelo verde,II ‑ Singra o navio. Sob a água clara Viola chinesa Ao longo da viola morosa Violoncelo Chorai arcadas Voz débil que passas Voz débil que passas
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