terça-feira, 8 de abril de 2014

NATÁLIA CORREIA (1923-1993)


«[...] cada poema, por mais elevado, evanescente ou injetado de virulentas ou mesmo fesceninas invetivas, é uma lição de moral. Não da moralidade que expira com a religião que a procriou, mas de uma ética espiritualizada que [...] dá sinais de querer ser objetivada.»

Natália Correia, "Introdução" in O Sol nas Noites e o Luar nos Dias, 1993.


Natália Correia, Furnas, 1975.






Natália
Correia



Leitura orientada de textos de Natália Correia:

TÍTULO DA OBRA / COLETÂNEA
TÍTULO DA COMPOSIÇÃO
INCIPIT
Rio de Nuvens
Pássaro breve
Poemas / ”Biografia” [2ª parte]
Hoje quero com a violência da dádiva interdita.
Poemas / “Biografia” [2ª parte]
Baile de corpos intermédios
Poemas / “Biografia” [2ª parte]
Vida que às costas me levas
Poemas / ”Biografia” [2ª parte]
Espáduas brancas palpitantes:
Poemas / “Apontamentos” [5ª parte]
Não há revolta no homem
Poemas / “7 Poemas da morte e da sobrevivência” [7ª parte]
Que todos vivam a sua morte enquanto é tempo
Dimensão Encontrada
É um outono que não é outono.
Dimensão Encontrada
Dão-nos um lírio e um canivete
Passaporte
Que margens têm os rios?
Passaporte
Bastam-me as cinco pontas de uma estrela
Antologia de Poesia Portuguesa Erótica e Satírica
Membro a pino
O Vinho e a Lira / “O Diário de Cynthia” [4ª parte]
Nascitura estava
O Vinho e a Lira / “O Diário de Cynthia” [4ª parte]
De não ser deus nem bicho
O Vinho e a Lira / “O Diário de Cynthia” [4ª parte]
O esquivo rosto contrito

Durante as duas últimas décadas do século XIX.
A Mosca Iluminada / “Fragmentos de um itinerário” [1ª parte]
Ora foi num dia treze
A Mosca Iluminada / “Fragmentos de um itinerário” [1ª parte]
O meu perfil é a última esperança
A Mosca Iluminada / “Fragmentos de um itinerário” [1ª parte]
Poesia com dor já comprei
O anjo do ocidente à entrada do ferro
De franqueforte franquefurta-me a placa giratória
O Dilúvio e a Pomba / “O espírito é tão real como uma árvore” [3ª parte]
Se em folhagem de poema
O Dilúvio e a Pomba / “O espírito é tão real como uma árvore” [3ª parte]
Quando me derem por morta
O Sol nas Noites e o Luar nos Dias / Inéditos (1979/91) ‑ “Cantigas de Risadilha”
Estava o Parlamento em tédio morno


O Armistício / “Sete motivos do corpo” [3ª parte]
Com a essência das flores mais coniventes
O Sol nas Noites e o Luar nos Dias / Inéditos (1985/1990): “Cancioneiro Joco-Marcelino”
Das artes mágicas campeão audaz
Sonetos Românticos / “Mãe Ilha” [3ª parte]
Limão aceso na meia-noite ilhada,
Sonetos Românticos / “Do amor que acorda o espírito que dorme” [5ª parte]
Nada a fazer, amor, eu sou do bando
O Sol nas Noites e o Luar nos Dias / Inéditos (posteriores a 1990): “Cantigas de Amigo” – “Queixam-se as novas amigas em velhos cantares de amigo” [1ª parte]
Nesta praia, amigas, de onde p’rás cruzadas







«O livro é como um rio. Tem a sua nascente e a sua foz. E assim como o rio se mistura na vastidão oceânica, funde-se o livro na massa do saber universal. A sua nascente é o autor. A foz, o leitor

Alocução proferida por Natália Correia, na inauguração da Livraria Nove Estrelas, em Ponta Delgada, em 7.12.1981, dirigida por José de Almeida.

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