terça-feira, 1 de abril de 2014

VITORINO NEMÉSIO (1901-1978)


Vitorino Nemésio, em scrimshaw (Museu de Angra do Heroísmo, ilha Terceira, Açores)




VITORINO
NeMÉSIO



A obra de Vitorino Nemésio reflete inequivocamente a vivência açoriana imbuída de religiosidade irónica e de pitoresco costumbrista. Os dois romances constituem uma espécie de ciclo de aprendizagem. Do seu estilo ressalta a comparação e a pormenorização. Na poesia, assistimos a uma procura incessante da palavra e do sujeito. É fundamental o papel da memória e da saudade, assim como a obsessão da morte, obsessão que vai evoluindo de uma angústia profunda até uma aceitação pacífica e desassombrada.

"Geração da Presença – Vitorino Nemésio", Óscar Lopes e Maria de Fátima Marinho,
História da Literatura Portuguesa. Volume 7. As Correntes Contemporâneas, 
Lisboa, Publicações Alfa, 2002



ÍNDICE  


Leitura orientada de poemas:

OBRA
POEMA
INCIPIT
A Fala das Quatro Flores (1920)
A / Quem me atulhou o peito
Eu Comovido a Oeste (1940)
Aquele cais ali, agudo e nu,
Eu Comovido a Oeste (1940)
Com seu focinho húmido
Eu Comovido a Oeste (1940)
Senhor, nas minhas veias
Eu Comovido a Oeste (1940)
Noite, matéria da morte,
Eu Comovido a Oeste (1940)
Lembro o que perco. Estranho
Eu Comovido a Oeste (1940)
Pus-me a contar os alciões chegados
Eu Comovido a Oeste (1940)
Sombra, leva mais longe a tua linha,
Eu Comovido a Oeste (1940)
Na ave que passou
Festa Redonda (1950)
Ponha aqui o seu pezinho
Festa Redonda (1950)
Quatro coisas são precisas
Nem Toda a Noite a Vida (1953)
Viemos de vagar. Vim de vagar.
Nem Toda a Noite a Vida (1953)
A exatidão serena de uma flor
Nem Toda a Noite a Vida (1953)
Tenho a carne dorida
Nem toda a Noite a Vida (1953)
Enchi de Oeste a minha vida,
Nem Toda a Noite a Vida (1953)
Retrato   ¯
Cruel como os Assírios

De madrugada a neve envidraçou-o.
O Bicho Harmonioso (1938)
A concha    ¯
A minha casa é concha. Como os bichos
O Bicho Harmonioso (1938)
Azorean torpor    ¯
Onde a vaga retumba eram as obras do porto:
O Bicho Harmonioso (1938)
Quando penso no mar
O Bicho Harmonioso (1938)
Todas as tardes levo a minha sombra a beber
O Bicho Harmonioso (1938)
Quando eu era pequeno, vinha o navio de sal,
O Bicho Harmonioso (1938)
Se deixo entrar este canário de oiro
O Bicho Harmonioso (1938)
À beira de água fiz erguer meu Paço
O Bicho Harmonioso (1938)
Eu gostava de ter um alto destino de poeta
O Pão e a Culpa (1955)
Espírito da noite, variável
O Pão e a Culpa (1955)
Desde que me conheço sei o pão
O Pão e a Culpa (1955)
Rezo, dobrado, aos Anjos da manhã.
O Verbo e a Morte (1959)
Com alma, ideias, tempo, luta
O Verbo e a Morte (1959)
Língua, Casa do Ser que lá não mora
O Verbo e a Morte (1959)
O poeta é o portador. Carrega tudo,
O Verbo e a Morte (1959)
O poeta é um mostrador. Tal numa ostra
O Verbo e a Morte (1959)
Pudesse Deus dizer!
O Verbo e a Morte (1959)
Meu Deus, aqui me tens aflito e retirado
O Verbo e a Morte (1959)
Já da vaga vocálica dependo
O Verbo e a Morte (1959)
Chamo verbo ao equívoco falado
Canto de Véspera (1966)
As filhas do filho ‑ e o Mundo largamente a elas.
Limite de Idade (1972)
Ordeno ao ordenador que me ordene o ordenado
Sapateia Açoriana (1976)
Natal das Ilhas. Aonde
Obras Completas, Vol. II – Poesia
Bailemos no céu de Espanha,
Obras Completas, Vol. II – Poesia
Fonte clara, fonte clara,
O poema tem mais pressa que o romance,






Mau Tempo no Canal (vídeos)




Outro Pai (capítulo 1)
Um passeio a cavalo  (capítulo 9)
No tempo da fror (capítulo 18)
Tou co a peste, meu amo!... (capítulo 22)
A aventura de Margarida (capítulo 29)

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