quarta-feira, 15 de julho de 2015

POEMAS QUE CIRCULAVAM CONTRA A DITADURA



Alma ruim e cruel que enfim partiste
Tão tarde -  diz o povo descontente
Descansa no inferno eternamente
Que nenhum português ficará triste.

E se de lá do fundo inferno onde desceste
Memória deste mundo se consente
Que não esqueças a Lusa Gente
A quem tão maus tratos infligiste.

E se vires que te é dado compensar
De alguma forma a dor que nos deixaste
Nestes quarenta anos de pesar

Roga a Deus em quem sempre acreditaste
Que bem cedo te mande acompanhar
Da corja de bandidos que criaste.

(outubro 1968)







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