quarta-feira, 25 de abril de 2018

25 DE ABRIL, SEMPRE!


 



I
Como animais rente à fonte
nossos pais um dia
abriram-nos as portas.
Vejo aquecidas sob o corpo as patas desses animais,
pais verdes por entre a multidão.

II
Trocamos por moedas o pão de Abril,
o gosto restaurado, o olhar distante.
Vejo como bailam as moscas
fartas do pastoreio.
Outras há, por perto, sedentas de mais governo
ou de sangue mandatado por seu regimento
porque há um ajuntamento contra o régulo
porque sobra azeite na taça do ungido.


José Maria de Aguiar Carreiro, 25 de Abril de 2018.


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