domingo, 26 de março de 2023

Tanto de meu estado me acho incerto, Camões


 






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Tanto de meu estado me acho incerto,
que em vivo ardor tremendo estou de frio;
sem causa, juntamente choro e rio,
o mundo todo abarco e nada aperto.

É tudo quanto sinto, um desconcerto;
da alma um fogo me sai, da vista um rio;
agora espero, agora desconfio,
agora desvario, agora acerto.

Estando em terra, chego ao Céu voando,
nũ’ hora acho mil anos, e é de jeito
que em mil anos não posso achar ũ' hora.

Se me pergunta alguém porque assi ando,
respondo que não sei; porém suspeito
que só porque vos vi, minha Senhora.


Luís de Camões, Rimas, texto estabelecido, revisto e prefaciado por Álvaro J. da Costa Pimpão, Coimbra, Almedina, 1994

 

Apresente, de forma estruturada, as suas respostas ao questionário.

1. Explique a relação de sentido que se pode estabelecer entre as expressões «em vivo ardor» (v. 2) e «da alma um fogo me sai» (v. 6), fundamentando a sua resposta.

2. Identifique três versos das duas quadras em que seja concretizada a ideia que está expressa no verso «É tudo quanto sinto, um desconcerto» (v. 5). Justifique a escolha de cada um desses três versos.

3. Muitos poemas de Camões desenvolvem um antagonismo de ideias e de sentimentos concretizado em pares de opostos. Da lista a seguir apresentada, escolha um par e explicite a sua relevância para a análise deste soneto. Fundamente a sua opção em elementos textuais.

Esperança /Desespero

Harmonia/Desarmonia

Certeza /Incerteza

4. Num soneto, os versos finais exprimem, frequentemente, uma ideia fundamental para se perceber o sentido global do poema. Comente a importância deste facto no caso particular deste soneto.

5. Tendo em conta o tema, relacione este soneto com outro poema de Camões que tenha lido. Redija um texto de sessenta a cem palavras.

 

Explicitação de cenários de resposta:

1. Na resposta pode, além de outras possibilidades, dar conta da:

- coincidência do elemento «fogo» nas duas expressões;

- contribuição da segunda expressão para o reforço da hipérbole;

- …

2. Na resposta, pode referir três dos seguintes versos: 2, 3, 4, 6, 7, 8. Na justificação, deve referir o modo como a ideia contida nos versos exprime o «desconcerto».

Por exemplo:

Cada verso do soneto de Camões é expressivo da ideia de “desconcerto” que o sujeito poético sente.

- Verso 2: "que em vivo ardor tremendo estou de frio" - Este verso expressa uma contradição, um paradoxo, já que o sujeito poético sente um ardor vivo, que é um sinal de calor, mas, ao mesmo tempo, sente frio. Essa contradição é um exemplo do desequilíbrio e desconforto que o sujeito poético está a sentir, ou seja, o desconcerto.

- Verso 3: "sem causa, juntamente choro e rio" - O sujeito poético ri e chora ao mesmo tempo, sem uma causa específica. Esse comportamento errático é mais uma expressão do desconcerto e desequilíbrio emocional que ele está a sentir.

- Verso 4: “o mundo todo abarco e nada aperto” - A contradição entre abraçar o mundo inteiro, mas não conseguir agarrar nada demonstra a sensação de impotência do sujeito poético. O uso das palavras “abarco” e “aperto” reforça a ideia de que as emoções são conflituantes e ocorrem simultaneamente. Novamente, a falta de harmonia entre a perceção e a realidade é um exemplo do desequilíbrio que o sujeito poético está a experimentar.

- Verso 6: "da alma um fogo me sai, da vista um rio" - Este verso expressa uma sensação intensa de paixão e emoção do sujeito poético, como um fogo que arde dentro dele. Ao mesmo tempo, ele também sente que as suas lágrimas são como um rio, fluindo dos seus olhos. Essa imagem é mais uma expressão da intensidade emocional que contribui para o seu desconcerto.

- Verso 7: "agora espero, agora desconfio”. Este verso demonstra a instabilidade mental do poeta. A sucessão rápida de diferentes estados mentais é reforçada pelo uso das palavras “agora” que indicam uma mudança constante de estado mental. O poeta passa de um estado de esperança para um estado de desconfiança rapidamente, revelando a sua confusão mental. Essa ambivalência emocional é uma característica do desconcerto que o poeta está a experimentar. Note-se que essa ambivalência é uma das características do amor passional, que muitas vezes é marcado pela incerteza e pela indecisão.

- Verso 8: "agora desvario, agora acerto" - O "desvario" é a confusão, a desorientação, o estado de espírito descontrolado e caótico, que pode alternar com momentos de lucidez, de "acerto". A sucessão rápida de diferentes estados mentais é reforçada pelo uso das palavras “agora” que indicam uma mudança constante de estado mental. Esse vaivém emocional expressa o desconcerto e a angústia que o poeta sente diante da sua condição incerta e inconstante. Note-se que o poema é uma declaração de amor, e a instabilidade emocional do sujeito poético pode refletir a intensidade e a ambivalência do amor, que muitas vezes é marcado pela incerteza e pela indecisão.

 

3. Na resposta, deve ser considerado qualquer um dos pares de palavras apresentados, desde que a opção seja sustentada numa leitura adequada e em elementos do soneto.

Exemplo 1:

O par de opostos Esperança/Desespero é fundamental para a análise desse soneto de Camões, pois é através dele que podemos compreender a natureza do conflito interno do eu lírico.

O sujeito poético constrói uma imagem espiritualizada da mulher, que ele trata por “Senhora” e que só viu uma vez, mas que provoca nele uma forte reação emocional.

Assim, ele experimenta um intenso conflito emocional, expresso na contraposição entre o "vivo ardor" e o "tremendo frio", no choro e riso simultâneos, e na sensação de abarcar o mundo inteiro, mas não conseguir agarrar nada.

Nesse contexto, a esperança e o desespero são apresentados como estados emocionais opostos e mutáveis. O eu lírico oscila entre a esperança, o desespero, o delírio e a lucidez. Num momento ele voa para o céu, mas noutro está perdido num rio de lágrimas.

O poeta tem consciência do seu drama e tenta raciocinar sobre as suas desencontradas reações, mas não encontra uma resposta satisfatória. Ele só sabe que tudo se deve ao facto de ter visto a sua Senhora.

Dessa forma, a presença da amada é a fonte da esperança para o eu lírico, que é capaz de superar os momentos de desespero e confusão

Exemplo 2:

O par de opostos Harmonia/Desarmonia é fundamental para a análise do soneto de Camões, pois é através dele que podemos compreender a natureza do conflito interno do eu lírico.

O eu lírico encontra-se num estado de desarmonia consigo mesmo e com o mundo ao seu redor, e a causa principal desse conflito é a influência da senhora na sua vida.

A senhora é a causa tanto do sofrimento quanto da felicidade do eu lírico. Ele experimenta um intenso conflito emocional em relação à sua amada, expresso na contraposição entre o "vivo ardor" e o "tremendo frio", no choro e riso simultâneos, e na sensação de abarcar o mundo inteiro, mas não conseguir agarrar nada. A presença da senhora desperta emoções contraditórias e intensas no eu lírico, que experimenta momentos de clareza e lucidez, como quando afirma "agora acerto", mas também momentos de desvario e confusão, como quando diz "agora desvario".

Nesse contexto, a harmonia e a desarmonia são apresentadas como estados opostos e mutáveis. O eu lírico oscila entre a harmonia e a desarmonia em relação aos seus sentimentos e pensamentos em relação à senhora. Ele experimenta momentos de paixão e entrega, mas também de angústia e dor, como quando afirma que o seu estado é incerto e que tudo que sente é um desconcerto.

No final do soneto, o eu lírico atribui a sua condição a uma única causa: a presença da sua amada. Essa revelação sugere que a harmonia é encontrada na relação amorosa, que é capaz de equilibrar os conflitos internos do eu lírico e trazer uma sensação de harmonia para a sua vida, mesmo que a presença da senhora seja a causa do conflito.

Note-se, ainda, que o soneto segue uma estrutura formal clássica cuja harmonia contrasta com a desarmonia do conteúdo, que expressa o conflito interno do eu lírico.

Exemplo 3:

O par de opostos Certeza/Incerteza é relevante para a análise do soneto de Camões porque mostra o dilema existencial do eu lírico, que não consegue compreender nem explicar os seus sentimentos contraditórios em relação à sua amada.

A alternância entre certeza e incerteza é expressa, por exemplo, nos versos 7 e 8 (“agora espero, agora desconfio / agora desvario, agora acerto”), que mostram a oscilação entre a confiança e a dúvida, entre o erro e o acerto do sujeito poético.

Outro exemplo é o verso "Se me pergunta alguém porque assi ando, respondo que não sei", que mostra a incerteza do sujeito em relação a si mesmo, indicando que ele não tem respostas para as suas próprias perguntas internas.

Ele está incerto sobre a sua condição, sentindo um misto de frio e ardor, choro e riso, esperança e desconfiança, desvario e acerto. A incerteza manifesta-se no desconcerto que sente e no fogo que sai da sua alma e no rio que sai da sua vista.

Por fim, o verso "porém suspeito que só porque vos vi, minha Senhora" destaca como a presença da amada pode ser uma causa para a incerteza do sujeito, já que ela mexe com os seus sentimentos e pensamentos de uma forma que ele não consegue entender ou controlar.

4. Na resposta, explica que, também no caso particular do soneto transcrito, o último terceto é fundamental para a construção do sentido global, porque nele se dá conta do que provocou o «desconcerto» descrito nas quadras e no primeiro terceto: a visão da beleza da Senhora.

5. Na resposta, deve ser considerada a relação com qualquer outro poema, desde que cumpra a instrução do item.

Por exemplo:

Este soneto apresenta uma expressão de conflito interior do eu lírico, que se encontra em constante oscilação emocional e sem um ponto de equilíbrio. A incerteza e a dualidade de sentimentos são também exploradas no poema “Amor é fogo que arde sem se ver”, que também usa antíteses e oxímoros para descrever o amor como uma força irracional e contrária à razão.

Em ambos os poemas, o eu lírico usa figuras de linguagem como antíteses e oxímoros para expressar os paradoxos do amor, que o faz chorar e rir, esperar e desconfiar, viver e morrer, entre outras contradições.

 

Fonte: Exame Nacional do Ensino Secundário n.º 734. Prova Escrita de Literatura Portuguesa. 11.º Ano de Escolaridade (Decreto-Lei n.º 74/2004, de 26 de março). Curso Científico-Humanístico de Línguas e Literaturas. Lisboa, GAVE-Gabinete de Avaliação Educacional, 2006, 2.ª Fase (Adaptado: enriquecido com exemplos de resposta)

 

 


CARREIRO, José. “Tanto de meu estado me acho incerto, Camões”. Portugal, Folha de Poesia: artes, ideias e o sentimento de si, 26-03-2023. Disponível em: https://folhadepoesia.blogspot.com/2023/03/tanto-de-meu-estado-me-acho-incerto.html


sábado, 25 de março de 2023

Um mover de olhos, brando e piedoso, Camões



  






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Um mover de olhos, brando e piadoso1,
Sem ver de quê; um riso brando e honesto,
Quase forçado; um doce e humilde gesto,
De qualquer alegria duvidoso;

Um despejo2 quieto e vergonhoso3;
Um repouso gravíssimo e modesto;
Ũa4 pura bondade, manifesto
Indício da alma, limpo e gracioso;

Um encolhido ousar; ũa4 brandura;
Um medo sem ter culpa; um ar sereno;
Um longo e obediente sofrimento5:

Esta foi a celeste fermosura6
Da minha Circe7, e o mágico veneno
Que pôde transformar meu pensamento.

Luís de Camões, Obras Completas, Lisboa, Sá da Costa, 1985

_________
1 piadoso: piedoso.
2 despejo: desenvoltura.
3 vergonhoso: tímido; recatado.
4 Ũa: uma.
5 sofrimento: paciência.
6 fermosura: formosura.
7 Circe: feiticeira muito bela que transformou os companheiros de Ulisses em animais.

 

Elabore um comentário do poema de Camões que integre o tratamento dos seguintes tópicos:

- partes lógicas constitutivas do texto;

- caracterização da figura feminina;

- recursos estilísticos relevantes;

- marcas da estética renascentista.

 

Explicitação de cenários de resposta:

Partes lógicas constitutivas do texto

O poema estrutura-se em duas partes distintas, correspondendo a primeira às duas quadras e ao primeiro terceto, e a segunda ao último terceto.

Ao longo dos primeiros onze versos, o sujeito poético desenvolve o tema das qualidades físicas e morais da senhora, de acordo com o cânone petrarquista da beleza feminina. Nos três versos finais, que constituem a chave do soneto, o «eu» sintetiza na expressão «celeste fermosura» o conjunto dos atributos da mulher e revela o efeito que a sua beleza produziu nele («O mágico veneno / Que pôde transformar meu pensamento»).

Caracterização da figura feminina

Assente na acumulação de sintagmas nominais com uma mesma estrutura sintática, a descrição da figura feminina aponta para uma beleza rara e inusitada, em que a enumeração dos traços que a caracterizam valoriza particularmente a graça, o recato, a doçura, a quietude, a suavidade, transmitindo uma imagem intelectualizada da senhora. No entanto, a essência angelical da mulher amada reflete uma certa ambiguidade, prefigurada em alguns dos seus atributos («despejo quieto», «encolhido ousar»), já que, ao rematar o retrato, o poeta associa, surpreendentemente, a essa imagem de perfeição celeste algo da natureza maléfica e enigmática da feiticeira Circe.

Recursos estilísticos relevantes

Destacam-se, entre outros, os seguintes aspetos estilísticos:

- a adjetivação frequente e expressiva, que traduz o predomínio das qualidades morais: «brando e piadoso», «brando e honesto / Quase forçado», «doce e humilde», «quieto e vergonhoso», «gravíssimo e modesto», «pura», «limpo e gracioso», «encolhido», «sereno», «longo e obediente», «celeste», «mágico»;

- a repetição anafórica do artigo indefinido, recurso que contribui para criar uma impressão mais indefinível do descrito;

- as metáforas alusivas à intensidade da influência feminina - «veneno», «Circe»;

- a enumeração, processo utilizado para marcar, não só um certo ritmo no poema, mas a dimensão quantitativa nos atributos da amada: «Um mover de olhos», «um riso», «um [...] gesto», «Um despejo», «Um repouso», «Ũa [...] bondade», «Um [...] ousar»,..;

- …

Marcas da estética renascentista

Temáticas

- referência a uma figura mitológica da Antiguidade - «Circe»;

- idealização da mulher;

- …

Formais

- soneto;

- medida nova (decassílabo);

- sintaxe latinizante (Classicismo);

- …

 

Fonte: Exame Nacional do Ensino Secundário n.º 637. Curso Complementar Licear Nocturno. Prova Escrita de Português (Índole Literária). Portugal, 2000, 1.ª Fase, 1.ª Chamada

 

 


CARREIRO, José. “Um mover de olhos, brando e piedoso, Camões”. Portugal, Folha de Poesia: artes, ideias e o sentimento de si, 25-03-2023. Disponível em: https://folhadepoesia.blogspot.com/2023/03/um-mover-de-olhos-brando-e-piedoso.html


sexta-feira, 24 de março de 2023

A fermosura desta fresca serra, Camões

 








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A fermosura desta fresca serra
E a sombra dos verdes castanheiros,
O manso caminhar destes ribeiros,
Donde toda a tristeza se desterra;

O rouco som do mar, a estranha terra,
O esconder do sol pelos outeiros,
O recolher dos gados derradeiros,
Das nuvens pelo ar a branda guerra;

Enfim, tudo o que a rara Natureza
Com tanta variedade nos oferece,
Me está, se não te vejo, magoando.

Sem ti, tudo me enoja e me aborrece;
Sem ti, perpetuamente estou passando,
Nas mores alegrias, mor tristeza.

Luís de Camões, Líricas, Lisboa, Sá da Costa, 1981

 

Elabore um comentário o poema de Camões que integre o tratamento dos seguintes tópicos:

- partes lógicas constitutivas do texto;

- processos usados na descrição da natureza;

- relação entre a representação da paisagem e o estado emocional do sujeito;

- marcas da estética renascentista.

 

Explicitação de cenários de resposta:

Partes lógicas constitutivas do texto

O poema divide-se em duas partes, correspondendo a primeira às quadras e a segunda aos tercetos. O elo entre ambas é o advérbio “enfim” usado com valor conclusivo.

A primeira parte é constituída por uma descrição dos elementos da natureza, a que se opõe a descrição do estado emocional do sujeito, assinalada na segunda parte pela introdução do eu lírico (“me está, se não te vejo, magoando”). A enumeração analítica dos elementos paisagísticos, desenvolvida nas quadras, dá lugar, no primeiro terceto, à síntese (“tudo”, “Natureza”), seguida, no segundo terceto, pela conclusão que desvaloriza a beleza do cenário na ausência da mulher amada (“Sem ti, tudo me enoja e me aborrece”).

 

Processos usados na descrição da natureza

O processo de descrição da paisagem consiste essencialmente na enumeração dos elementos que a compõem (“serra”, “castanheiros”, “ribeiros”, “mar”, “ sol”, “ outeiros”, “gados”, “nuvens”), justapostos por acumulação assindética (exceto no verso 2) em frases do tipo nominal (“o manso caminhar destes ribeiros”, “o esconder do sol pelos outeiros”…). A harmonia do cenário resulta quer da beleza cada um dos seus elementos - caracterizados por adjetivos (“fresca”, “manso”, “branda”…) ou por nomes (“fermosura”, “sombra”…) -, quer da sua profusão (“variedade”) e da excelência do conjunto (“rara Natureza”). Após a enumeração realizada nas quadras, surge a síntese operada no primeiro terceto, que contém, resumindo-os (“tudo”), os elementos antes especificados.

 

Relação entre a representação da paisagem e o estado emocional do sujeito

A natureza é descrita como locus amoenus, um ambiente bucólico em que todos os elementos se combinam harmoniosamente de modo a criar um cenário propício ao deleite. Mas a euforia da paisagem, “donde toda a tristeza se desterra”, opõe-se a disforia do sujeito, expressa pelo paradoxo final: “estou passando, / nas mores alegrias, mor tristeza”. Em consequência dos efeitos criados por esse contraste, a representação da paisagem, viva e alegre, confere maior intensidade ao estado emocional do sujeito, triste e magoado pela privação da mulher amada, cuja ausência (sublinhada pela anáfora “Sem ti”, “sem ti”) transforma as dádivas da natureza em fonte de dor. Daí a predominância, nos últimos versos, de vocábulos relacionados com sentimentos e a conotação negativa de todos eles (“magoando”, “enoja”, “tristeza”…).

 

Marcas da estética renascentista

Temáticas

- locus amoenus

- idealização da mulher

- …

Formais

- soneto

- medida nova (decassílabo)

-  personificação dos elementos da natureza

- …

 

Fonte: Exame Nacional do Ensino Secundário n.º 637. Curso Complementar Licear Nocturno. Prova Escrita de Português (Índole Literária). Portugal, 1998, 1.ª Fase, 1.ª Chamada

 

 


CARREIRO, José. “A fermosura desta fresca serra, Camões”. Portugal, Folha de Poesia: artes, ideias e o sentimento de si, 24-03-2023. Disponível em: https://folhadepoesia.blogspot.com/2023/03/a-fermosura-desta-fresca-serra-camoes.html